visões & vivências

poesias & poemas delírios & bobagens chalalás & chalalás…

Máscaras

http://www.museudeimagens.com.br/mascaras-historicas/

mascara-alexander

um texto por Jhon Lennon

“Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação.
Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.”

Ensinamentos de Buda

“Não acredite naquilo que digo! Essa é a minha experiência, mas no momento em que eu lhe digo, isso se torna falso, porque para você não é uma experiência. Ouça-me, mas não acredite.

Não aceite aquilo que está escrito em livros considerados sagrados.

Experimente, investigue, procure.

A menos que você próprio conheça, o seu conhecimento não tem qualquer utilidade; ele é perigoso.

Um conhecimento emprestado passa a ser um obstáculo.”

Sidarta Gautama, o Buda

Parede Comunitária em Curitiba

Andando por Curitiba,numa esquina improvável,deparei-me com esta simpática parede comunitária no Alto da Glória.


Coisas da política…

Colbert:
Mazarino

Colbert foi ministro de Estado e da economia do rei Luiz XIV.
Mazarino era cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Notável colecionador de arte e jóias, particularmente diamantes, deixou por herança os “diamantes Mazarino” para Luís XIV, em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris.

DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MAZARINO, DURANTE O REINADO DE LUíS XIV:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter, se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: Criam-se outros!
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível.
Colbert: E, então, os ricos?
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: Então como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: são os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!… Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.

E assim foi identificada a classe média, a mais canina de todas as classes sociais, e que começava a emergir fora do contexto medievo da divisão da sociedade em três classes: clero, nobreza e povo.

fonte: http://www.alpendredalua.blogspot.com

Butão

PODE SE DIZER QUE O BUTÃO É LITERALMENTE UM LUGAR DU CARALHO.

E eu não estou sendo pornográfico.

Neste país o culto ao falo é uma manifestação religiosa e faz parte da sua cultura.








Os essênios

“Em 1947 no Vale de Khirbet Qumran, um pastor beduíno de nome, Juma Muhamed, encontrou, junto às encostas do Mar Morto um vaso com pergaminhos. Foram encontrados em 11 cavernas, nas ruínas de Qumran, centenas de pergaminhos que datam do terceiro século a.C até 68 d.C. Os Manuscritos do Mar Morto foram escritos em três idiomas diferentes: Hebreu, Aramaico e Grego, totalizando quase mil obras. Incluíam manuais de disciplinas, hinários, comentários bíblicos, escritos apocalípticos, cópias do livro de Isaías e quase todos os livros do Antigo Testamento.

O nome Essênios deriva da palavra egípcia Kashai, que significa “secreto”. Na língua grega, o termo utilizado é “therepeutes”, originário da palavra síria “asaya”, que significa médico.

A organização nasceu no Egito nos anos que precedem o Faraó Akhenathon, o grande fundador da primeira religião monoteísta, sendo difundida em diferentes partes do mundo, inclusive em Qumran. Nos escritos dos Rosacruzes, os Essênios são considerados como uma ramificação da “Grande Fraternidade Branca”.

Segundo estudiosos, foi nesse meio onde passou Jesus, no período que corresponde entre seus 13 e 30 anos. Alguns estudiosos também acreditam que a Igreja Católica procura manter silêncio acerca dos essênios, tentando ocultar que recebeu desta seita muitas influências.

Para medir o tempo, os Essênios utilizavam um calendário diferenciado, baseado no Sol. Ao contrário do utilizado na época, que consistia de 354 dias, seu calendário continha 364 dias que eram divididos em 52 semanas permitindo que cada estação do ano fosse dividida em 13 semanas e mais um dia, unindo cada uma delas.

Consideravam seu calendário sintonizado com a “Lei da Grande Luz do Céu”. Seu ritmo contínuo significava ainda que o primeiro dia do ano e de cada estação sempre caía no mesmo dia da semana, quarta-feira, já que de acordo com o Gênesis foi no quarto dia que a Lua e o Sol foram criados.

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Segundo os Manuais de Disciplina dos Essênios dos Manuscritos do Mar Morto, os essênios eram realmente originários do Egito, e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C., formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto, e cujas colônias estendiam-se até o vale do Nilo.

No meio da corrupção que imperava, os essênios conservavam a tradição dos profetas e o segredo da Pura Doutrina. De costumes irrepreensíveis, moralidade exemplar, pacíficos e de boa fé, dedicavam-se ao estudo espiritualista, à contemplação e à caridade, longe do materialismo avassalador. Os essênios suportavam com admirável estoicismo os maiores sacrifícios para não violar o menor preceito religioso.

Procuravam servir à Deus, auxiliando o próximo, sem imolações no altar e sem cultuar imagens. Eram livres, trabalhavam em comunidade, vivendo do que produziam.

Os Essênios não tinham criados, pois acreditavam que todo homem e mulher era um ser livre. Tornaram-se famosos pelo conhecimento e uso das ervas, entregando-se abertamente ao exercício da medicina ocultista.

Em seus ensinos, seguindo o método das Escolas Iniciáticas, submetiam os discípulos à rituais de Iniciação, conforme adquiriam conhecimentos e passavam para graus mais avançados. Mostravam então, tanto na teoria quanto na prática, as Leis Superiores do Universo e da Vida, tristemente esquecidas na ocasião. Alguns dizem que eles preparavam a vinda do Messias.

Eram uma seita aberta aos necessitados e desamparados, mantendo inúmeras atividades onde a acolhida, o tratamento de doentes e a instrução dos jovens eram a face externa de seus objetivos. Não há nenhum documento que comprove a estada essênia de Jesus, no entanto seus atos são típicos de quem foi iniciado nesta seita. A missão dos seguidores do Mestre Verdadeiro foi a de difundir a vinda de um Messias e nisto contribuíram para a chegada de Jesus.

Na verdade, os essênios não aguardavam um só Messias, e sim, dois. Um originário da Casa de Davi, viria para legislar e devolver aos judeus a pátria e estabelecer a justiça. Esse Messias-Rei restituiria ao povo de Israel a sua soberania e dignidade, instaurando um novo período de paz social e prosperidade. Jesus foi recebido por muitos como a encarnação deste Messias de sangue real. No alto da cruz onde padeceu, lia-se a inscrição: Jesus Nazareno Rei dos Judeus.

O outro Messias esperado nasceria de um descendente da Casa de Levi. Este Salvador seguiria a tradição da linhagem sacerdotal dos grandes mártires. Sua morte representaria a redenção do povo e todo o sofrimento e humilhação por que teria que passar em vida seria previamente traçado por Deus.

O Messias-Sacerdote se mostraria resignado com seu destino, dando a vida em sacrifício. Faria purgar os pecados de todos e a conduta de seus atos seria o exemplo da fé que leva os homens à Deus. Para muitos, a figura do pregador João Batista se encaixa no perfil do segundo Messias.

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Até os nossos dias, uma seita do sul do Irã, os mandeanos, sustenta ser João Batista o verdadeiro Messias. Vivendo em comunidades distantes, os essênios sempre procuravam encontrar na solidão do deserto o lugar ideal para desenvolverem a espiritualidade e estabelecer a vida comunitária, onde a partilha dos bens era a regra.

Rompendo com o conceito da propriedade individual, acreditavam ser possível implantar no reino da Terra a verdadeira igualdade e fraternidade entre os homens. Consideravam a escravidão um ultraje à missão do homem dada por Deus. Todos os membros da seita trabalhavam para si e nas tarefas comuns, sempre desempenhando atividades profissionais que não envolvessem a destruição ou violência.

Não era possível encontrar entre eles açougueiros ou fabricantes de armas, mas sim grande quantidade de mestres, escribas, instrutores, que através do ensino passavam de forma sutil os pensamentos da seita aos leigos.

O silêncio era prezado por eles. Sabiam guardá-lo, evitando discussões em público e assuntos sobre religião. A voz, para um essênio, possuía grande poder e não devia ser desperdiçada. Através dela, com diferentes entonações, eram capazes de curar um doente.

Cultivavam hábitos saudáveis, zelando pela alimentação, físico e higiene pessoal. A capacidade de predizer o futuro e a leitura do destino através da linguagem dos astros tornaram os essênios figuras magnéticas, conhecidas por suas vestes brancas.

Eram excelentes médicos também. Em cada parte do mundo onde se estabeleceram, eles receberam nomes diferentes, às vezes por necessidades de se proteger contra as perseguições ou para manter afastados os difamadores. Mestres em saber adaptar seus pensamentos às religiões dos países onde se situavam, agiram misturando muitos aspectos de sua doutrina a outras crenças. O saber mais profundo dos essênios era velado à maioria das pessoas.

É sabido também que liam textos e estudavam outras doutrinas. Para ser um essênio, o pretendente era preparado desde a infância na vida comunitária de suas aldeias isoladas. Já adulto, o adepto, após cumprir várias etapas de aprendizado, recebia uma missão definida que ele deveria cumprir até o fim da vida. Vestidos com roupas brancas, ficaram conhecidos em sua época como aqueles que “são do caminho”.

Foram fundadores dos abrigos denominados “beth-saida”, que tinham como tarefa cuidar de doentes e desabrigados em épocas de epidemia e fome. Os beth-saida anteciparam em séculos os hospitais, instituição que tem seu nome derivado de hospitaleiros, denominação de um ramo essênio voltado para a prestação de socorro às pessoas doentes. img

Fizeram obras maravilhosas, que refletem até os nossos dias. A notícia que se tem é de que a seita se perdeu, no tempo e memória das pessoas. Não sabemos da existência de essênios nos dias de hoje(não que seja impossível), é no mínimo, pelo lado social, é uma pena termos perdido tanto dos seus preceitos mais importantes. Se o que nos restou já significa tanto, imaginem o que mais poderíamos vir a ter aprendido. Como sempre, é o máximo que podemos dizer: “uma pena”.

A língua usada nos manuscritos é o aramaico, uma língua morta. No trabalho de tradução recorre-se ao computador, que dispensa o manuseio (e a conseqüente deterioração) das peças originais. As dificuldades são muitas.

Para se formar um rolo é preciso juntar-se grande número de fragmentos, porque as “folhas” originais estão ressequidas e partidas.

A crescente ansiedade dos estudiosos bíblico relaciona-se com a desejada prova da ligação de Jesus à Ordem dos Essênios, particularmente depois dos 13 anos, a identificação histórica de Jesus e a confirmação da dependência do Novo Testamento desses manuscritos.

A sua divulgação tem sido dificultada por razões não exclusivamente técnicas. O ano originalmente combinado para a divulgação do conteúdo dos manuscritos era 1970. Depois, os israelitas prometeram a sua publicação para 1997.

As justificativas para esta demora são:

Conteúdo espetacular para a fé judaico-cristã, abalando eventualmente as estruturas hierárquicas religiosas. O escritor americano Edmund Wilson fundamentava esta hipótese referindo a conhecida tentativa de minimizar a importância dos manuscritos.

Interesse das várias universidades (israelitas, francesas, americanas e inglesas) em monopolizar o estudo destes documentos.

FONTE: Partes extreaidas do site http://www.misteriosantigos.com/essenios.htm#

vale a pena lembrar….

que é importante não esquecer:

mesmo o óbvio precisa ser destilado,

pois as vezes não é explicito.

toda nossa ideia de “PELA PAZ”

precisa de muita intensão,dedicação e trabalho

assim,quem sabe,veremos a edificação concreta de

nosso intento mais profundo.

NA INTENÇÃO,NO PROPÓSITO E FIRMEMENTE NO AMOR,

Chelah

 

ARTIGO DEFINIDO

uma ilha perdida
em busca de seu arquipélago
um narciso feio
em busca de seu turvo lago
uma nota perdida em busca de sua melodia
uma flor rebelde
que não quer ir parar num buquê
homem orgânico
atitudes híbridas
um singular em busca de outro singular
sedento dessa fusão plural
um homem de olhar oblíquo
alma transversal
querendo rolar no gasoso sólido líquido
um corpo que nada à noite
deixando um rastro de plâncton
mão que alimenta o fogo
espírito que compete com a lenha
madrugada perdida no bolso de um bêbado
língua pensante
um macho da espécie
reconhecendo o sagrado
na forma da fêmea

Coisas da noite

Delicia.

Ela surge lindamente burra e cheia de ideias.

O garçom se lembra que há vértebras em sua cervical e sua figura mediana cresce 25 centímetros.

Esse comportamento dá um traço de dignidade a um ambiente frequentado por gente duvidosa em suas certezas.

Há bastante razão para deflagrar uma revolução, pensava enquanto um cliente com alguma razão estava impaciente a chamar sua atenção.

– O cardápio !

– Claro, aqui !

Respondeu e seguiu em sua linha de raciocínio. Revolução. Metralhar a mediocridade de sua vida. Detonar explosivos atômicos no atol do tédio.

A voz sustenida de alguém que parece estar sempre molhada seca a garganta do garçom-pensador.

– Tem uma caneta?

É a própria Pandora

E ele um Epimeteu com fome daquela fêmea.

“Sim” , disse entregando a caneta a ela.

Assim a madrugada foi acordando sonolenta naquela noite morna.

Tons de vozes subindo. Alguns saudosistas estranhando a falta de neblina da fumaça dos cigarros que a lei aboliu em recintos fechados.

Era pra ser mais uma noite apenas. Mas não foi.

Na missão de recuperar sua caneta e quem sabe conseguir algo a mais vai se aproximando da mesa e ouve a voz sustenida que devido a embriaguez vai ficando agora dissonante narrando seu infortúnio, que seria o dele também.

– Eu sei que não sou muito inteligente,mas eu tenho sentimento…

…quero alguém que me “aseite” como eu sou…

Era como se um cupido dantesco lhe acertasse o peito, ficou um pouco desconsertado com o próprio pensamento por ‘dantesco’ lhe parecer meio gay…a narração seguiu-se.

– Não dei! Eu queria dar, mas não dei. Eu tava morrendo de vontade de dar,mas não dei!

O garçom, não sabemos agora se mais ou menos motivado a iniciar sua revolução, mergulhado num vazio existencial inundado pela voz sustenida-dissonante dizendo que havia se masturbado com seu pen drive para não ficar na vontade e não sucumbir aqueles que só querem se aproveitar dos outros.

Tudo é perda. Perdeu pro pen drive. Perdeu sua caneta. Perdeu-se em si.

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